Revestimento de Gesso em paredes e tetos


Rápido e de fácil aplicação em paredes e tetos, o gesso liso pode proporcionar ao construtor
algumas vantagens, desde que bem planejado e executado. Segundo Yorki Estefan, diretor
de construção da Tecnum Construtora, a racionalização de recursos e a busca pela
otimização de custos impulsionam a escolha dessa opção nos empreendimentos. "Além do
custo reduzido, o material oferece rapidez de execução e um bom acabamento." Entretanto,
para que tenha desempenho adequado e durabilidade prolongada alguns cuidados no
processo de escolha e na execução devem ser observados.
A massa de gesso possui resistência que varia conforme a temperatura e tempo de
calcinação a que a gipsita foi exposta, finura, quantidade de água de amassamento e
presença de impurezas ou aditivos na composição. Os de pega mais rápida apresentam
elevada finura e alta resistência, em razão do aumento da superfície específica, disponível
para a hidratação. A falta ou o excesso de água de amassamento também pode alterar a
pega conforme os valores adicionados - a taxa recomendada de água na hidratação é de
aproximadamente 18,6%.
Por ser altamente solúvel, o gesso deve ser aplicado em áreas internas livres de umidade.
Para iniciar o processo de execução recomenda-se que o substrato - bloco de concreto ou
revestimento à base de cimento - esteja concluído há no mínimo um mês. Após esse
período deve-se verificar o prumo das paredes, corrigindo com argamassa eventuais falhas
e vazios que possam interferir no processo de aplicação.
Tanto em paredes quanto em tetos, com exceção das lajes cujas superfícies internas
precisam de uma ponte de aderência - chapisco rolado - para garantir a fixação do
aglomerado, a aplicação é semelhante. Deve ser iniciada pelo teto, estendendo-se pelas
paredes até completar a metade superior com o auxílio de um andaime. Em seguida, os
andaimes devem ser removidos e a parte inferior da parede finalizada. Esse processo
possibilita duas opções de revestimento: o desempenado (veja passo-a-passo) e o
sarrafeado.
Sarrafeado
No caso do sarrafeamento, as faixas mestras e as taliscas permitem a execução de uma
superfície mais rigorosa e plana, na qual a pasta de gesso é aplicada posteriormente, entre
as mestras. Por fim, o gesso é sarrafeado com réguas de alumínio que cortam o excesso de
pasta. "O processo de sarrafeamento oferece uma garantia melhor de alinhamento, pois
tolera uma menor variação de esquadro, de prumo, além de padronizar o empreendimento",
explica Estefan.
De qualquer forma, independente do método escolhido, é importante que a espessura do
revestimento não ultrapasse 5 mm: o aumento dessa medida pode ocasionar trincas no
gesso. Portanto, as patologias mais comuns podem ser originadas por trincas referentes ao
excesso de espessura, ou, ainda, por fissuras decorrentes de movimentações nas estruturas
que geram deformações na alvenaria. Já nos tetos, essas rachaduras podem ocorrer devido à
junção das lajes com a alvenaria, também sujeitas às tensões estruturais.

Texto de Eliane Quinalia






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